domingo, 28 de setembro de 2008

Os Filhos de Antonio da Silva Sampaio (segunda geração dos Sampaio e primeira dos Fontenelles de Carnaubal)

2. Segundo o inventario de seu pai na ordem gronologica Antonio da Silva Sampaio foi o quinto filho de Joaõa da Silva Sampaio, não si sabe com precisam a data de seu nascimento, mas deduz se que este nasceu em 1819, pois consta na lista da nomeação dos herdeiros no inventário de seu pai, em 1938, ano da leitura desse inventario, que esse era solteiro e que tinha 19 anos de idade.

Antonio da Silva Sampaio casou-se com Francisca Alexandrina Fontenelles em 30 de Julho de 1847 em vila de Viçosa, como consta na citação que se segue:

“Aos trinta de julho de mil oito centos e quarenta e sete nesta Matriz de Nossa Senhora D’Assumpção de Villa de Viçosa de pois de corrido os banhos sem impedimento algum .... em minha presença receberão em matrimonio por palavras de presentes Antonio da Silveira Sampaio filho natural de João da Silva Sampaio já falecido e de Bárbara Maria de Jesus com Francisca Alexandrina Fontenelles filha legitima de João Damasceno Fontenelles e de Francisca dos Santos Reis os nubentes são naturais e moradores nesta freguesia foram testemunhas João da Silva Sampaio Francisco dias Fontenelles e logo lhes dei as benções núpcias pelo Ritual Romano para consta... o Vigário José Bevilaguá ” (segunda via do livro de casamento de nº. 08 Fl. 98 da antiga freguesia de Nossa senhora da Assumpção da Vila de Viçosa encontrado no arquivo da cúria da Diocese

Desse consorcio nasceram os seguintes filhos:


2.1 Felintto da Silva Sampaio nasceu em 22 de fevereiro de 1850. conforme lê na citação que se segue:


E casou com sua prima paterna Isabel Cândida de Britto filha de sua tia Francisca Maria de Jesus.

Dessa união nasceram os seguintes filhos:


2.1.1 Horácio Fontenelle de Sampaio, casou-se com sua prima materna Maria Melanea de Brito filha de Francisco de Assis Britto e Melanea Sampaio de Brito. Dessa união tiveram os seguintes filhos:
2.1.1.1 Francisco Horácio de Britto nascido aos doze dias do mês de outubro de 1909 no lugar Bôa Hora do Distrito de Campo Grande, conforme se lê na citação que se segue:


“Aos 10 dias do mês de dezembro de mil novecentos e vinte nove nesta povoação de Carnaubal do Termo e Comarca de São Benedicto da Ibiapaba Estado do Ceará em meu cartório compareceu Horácio Fontenelle de Sampaio e perante as testemunhas abaixo assignadas declarou que no dia 12 de Outubro de 1909 no lugar Bôa Hora do Districto de Campo Grande às 13 horas sua mulher Dª. Maria Melanea de Britto deu a luz a uma criança do sexo masculino que tomou o nome de Francisco, que não tem nem existe outra de igual nome, que são avos paternos da criança Felinto da Silva Sampaio e Izabel Cândida de Britto, que são avos maternos Francisco de Assis Britto e Melanea de Sampaio Britto, que ele declarante é natural do Termo de Campão Grande, e que sua mulher é natural do termo de Campo Grande. Que se casaram em Campo Grande. Do que faço este termo que vai assignado pelo declarante e testemunhas. Eu Antonio Aleixo Carvalho, Official do registro Civil o escrevo e assigno.” Liv. N.º 1 de nascimento, assento de nº. 06, fl. 3 verso, do Cartório do 1.º Oficio. Carnaubal – Ce.
1.1.1 Horácio Fontenelle de Sampaio nascido aos... Conforme se lê na citação que se segue:













Horácio Fontenelle de Sampaio, casou-se com sua prima materna Maria Melanea de Brito filha de Francisco de Assis Britto e de sua tia Melanea Sampaio de Brito. Em Campo Grande. Conforme s ele na citação que se segue:
















Desse consorcio nasceram os seguintes filhos. Conforme se observa no gráfico que se segue:


1.1.1.1 Francisco Horácio de Britto nascido aos doze dias do mês de outubro de 1909 no lugar Bôa Hora do Distrito de Campo Grande. Conforme se lê na citação que se segue:
“Aos 10 dias do mês de dezembro de mil novecentos e vinte nove nesta povoação de Carnaubal do Termo e Comarca de São Benedicto da Ibiapaba Estado do Ceará em meu cartório compareceu Horácio Fontenelle de Sampaio e perante as testemunhas abaixo assignadas declarou que no dia 12 de Outubro de 1909 no lugar Bôa Hora do Districto de Campo Grande às 13 horas sua mulher Dª. Maria Melanea de Britto deu a luz a uma criança do sexo masculino que tomou o nome de Francisco, que não tem nem existe outra de igual nome, que são avos paternos da criança Felinto da Silva Sampaio e Izabel Cândida de Britto, que são avos maternos Francisco de Assis Britto e Melanea de Sampaio Britto, que ele declarante é natural do Termo de Campo Grande, e que sua mulher é natural do termo de Campo Grande. Que se casaram em Campo Grande. Do que faço este termo que vai assignado pelo declarante e testemunhas. Eu Antonio Aleixo Carvalho, Official do registro Civil o escrevo e assigno.” Liv. N.º 1 de nascimento, assento de nº. 06, fl. 3 verso, do Cartório do 1.º Oficio. Carnaubal – Ce.

Francisco Horácio de Britto casou-se civilmente com Adolarice Barroso Veras em 27 de dezembro de 1931, na Matriz de São Benedito. Conforme se lê na citação que se segue:

“Aos vinte e sete de dezembro de mil novecentos e trinta e um na matriz, depois das proclamações canônicas em minha presença e das testemunhas: Gutemberg Monte Silva e Vicente Florêncio. Receberam-se em matrimonio Francisco Horacio Fontenele e Adolarice Barroso Veras, elle com vinte e dois annos de idade, filho legitimo de Horacio Fontenele de Sampaio e Maria Melanea de Sampaio, ella com dezessete annos de idade, filha legitima de Messias Barroso Veras. Ambos solteiros naturaes e moradores nesta parochia. Para constar fiz este termo que asigno o vigário Pe. Luiz Firmino Nogueira” Liv. N.º 7.º de casamento, assento de nº. 229, fl. 154 verso, da Paróquia de São Benedito – Ce.

Desse consorcio nasceram os seguintes filhos. Conforme se observa no gráfico que se segue:

1.1.1.2 Miguel Horácio de Britto nascido aos vinte nove dias do mês de setembro de 1911, no lugar Bôa Hora. Conforme se lê na citação que se segue:

“Aos 10 dias do mês de dezembro de mil novecentos e vinte nove nesta povoação de Carnaubal do Termo e Comarca de São Benedicto da Ibiapaba Estado do Ceará em meu cartório compareceu Horácio Fontenelle de Sampaio e perante as testemunhas abaixo assignadas declarou que no dia 29 de setembro de 1911 no lugar Bôa Hora do Districto de Campo Grande às 6 horas da manhã sua mulher Dª. Maria Melanea de Britto deu a luz a uma criança do sexo masculino que tomou o nome de Miguel, que não tem nem existe outra de igual nome, que são avos paternos da criança Felinto da Silva Sampaio e Izabel Cândida de Britto, que são avos maternos Francisco de Assis Britto e Melanea de Sampaio Britto, que ele declarante é natural do Termo de Campão Grande, e que sua mulher é natural do mesmo Termo, que casaram-se em Campo Grande. Do que faço este termo que vai assignado pelo declarante e testemunhas. Eu Antonio Aleixo Carvalho, Official do registro Civil o escrevo e assigno.” Liv. N.º 1 de nascimento, assento de nº. 07, fl. 4, do Cartório do 1.º Oficio. Carnaubal – Ce.


Miguel Horácio de Britto casou-se no dia 15 de Novembro de 1931, com anos de idade com sua prima legitima, filha de seu tio Julio Pessoa de Brito, Julia de Assis Britto com idade de 17 anos, ela nasceu no dia.

Conforme se lê na citação que se segue:










1.1.1.2.1 Francisco, nascido a 1.º março de 1931, no lugar São Vicente. Conforme se lê na citação que se segue:

“Assento de nascimento de n.º 65
Aos nove dias do mês de julho de mil e novecentos e trinta e um, neste povoado de Carnaubal, Termo e Comarca de São Benedito da Ibiapaba, Estado do Ceará em meu cartório compareceu Miguel Horacio de Britto, e perante as testemunhas abaixo assignados declarou que no dia 1.º de março de 1931 no sitio São Vicente do Termo do Campo Grande deste Estado as 3 horas da manhã sua Mulher D.a Julia de Assis de Brito, deu a luz a uma criança do sexo masculino que tomou o nome de Francisco, que não tem nem existe outro de igual nome, que são avos paternos da criança Horacio Fontenele de Sampaio e Maria Melanea de Britto, que são avos maternos da criança Julio de Assis Britto, já falecido, e Mudestina Fontenelles de Sampaio que ele declarante é natural do Termo de Campo Grande deste Estado, que sua mulher é natural do mesmo Termo, que casaram-se nesta povoação de Carnaubal. Do que faço este termo que vai assignado pelo declarante e testemunhas. Eu Joaquim Prazeres da Cunha, Official do Registro Civil, o escrevi e assigno.” Liv. N.º 1 de nascimento, assento de nº. 65, fl. 33. Cartório do 1.º Oficio. Carnaubal – Ce.
Registro de Óbito de nº. 327 fl. 86 e verso



1.1.1.2.2 Luis: consta em seu registro de óbito que este ao falecer no dia 02 de maio de 1937 10 meses de idade. Conforme se lê na citação que se segue:

“Assento de Óbito n.º 36.

Aos 3 dias do mês de Maio de 1937 nesta povoação de Carnaubal, Termo de São Benedito da Ibiapaba, Estado do Ceará, em meu cartório compareceu Miguel Horacio de Britto, perante as testemunha declarou que no dia 2 de maio de 1937 no lugar Boa ora faleceu luiz de 10 meses de idade e que o falecido é filho legítimo do declarante e de Julia Pessoa de Brito e que a morte foi natural e a causa desconhecida por não haver médico. Do que para constar lavrei o presente termo que assigno o declarante e as testemunhas. Eu João Rodrigues Pinto oficial, escrevi e assigno.” Liv. N.º 1 de Óbito. Assento n.º 36, Fl. 18 e verso. Cartório do 1.º Oficio. Carnaubal – Ce.

1.1.1.2.3 José: nasceu em 14 de Janeiro de 1938, e faleceu após 25 dias de vida em 8 de fevereiro de 1938. Conforme se lê na citação que se segue:

“Assento de Óbito n.º 70.

Aos 8 dias de fevereiro de 1938 nesta povoação de Carnaubal, Termo de São Benedito, Estado do Ceará, em meu cartório compareceu Miguel Horacio de Britto, perante as testemunha declarou que vinha registrar o óbito de José de 25 dias e declarou que o mesmo faleceu nesta data e que a morte foi natural e causa desconhecida por falta de medico e que o falecido é filho legitimo do declarante e de Julia de Assis Brito. Do que para constar lavrei o presente termo que assigno o declarante e as testemunhas. Eu João Rodrigues Pinto oficial, escrevi e assigno.” Liv. N.º 1 de Óbito. Assento n.º 70, Fl. 30 verso e 31. Cartório do 1.º Oficio. Carnaubal – Ce.



1.1.1.2.4 Edival: faleceu em 25 de dezembro de 1947 as 22 horas com 3 meses de idade, no lugar São Vicente. Conforme se lê na citação que se segue:



1.1.1.3 Lasdislau Horacio de Britto nascido aos vinte e cinco dias do mês de julho de 1913, no Lugar Bôa Hora. Conforme se lê na citação que se segue:
“Aos 10 dias do mês de dezembro de mil novecentos e vinte nove nesta povoação de Carnaubal do Termo e Comarca de São Benedicto da Ibiapaba Estado do Ceará em meu cartório compareceu Horácio Fontenelle de Sampaio e perante as testemunhas abaixo assignadas declarou que no dia 25 de junho de 1913 no lugar Bôa Hora do Districto de Campo Grande às 14 horas sua mulher Dª. Maria Melanea de Britto deu a luz a uma criança do sexo masculino que tomou o nome de Ladislau, que não tem nem existe outra de igual nome, que são avos paternos da criança Felinto da Silva Sampaio e Izabel Cândida de Britto, que são avos maternos Francisco de Assis Britto e Melanea de Sampaio Britto, que ele declarante é natural do Termo de Campão Grande, e que sua mulher é natural do mesmo Termo, que casaram-se em Campo Grande. Do que faço este termo que vai assignado pelo declarante e testemunhas. Eu Antonio Aleixo Carvalho, Official do registro Civil o escrevo e assigno.” Liv. N.º 1 de nascimento, assento de nº. 08, fl. 4 verso, do Cartório do 1.º Oficio. Carnaubal – Ce.


Lasdislau Horacio de Britto casou-se com




Dessa união conjugal tiveram os seguintes filhos





1.1.1.4 Esther de Assis Britto nascida aos dezenove dias do mês de maio de 1915, no Lugar Bôa Hora. Conforme se lê na citação que se segue:

“Aos 10 dias do mês de dezembro de mil novecentos e vinte nove nesta povoação de Carnaubal do Termo e Comarca de São Benedicto da Ibiapaba Estado do Ceará em meu cartório compareceu Horácio Fontenelle de Sampaio e perante as testemunhas abaixo assignadas declarou que no dia 19 de maio de 1915 no lugar Bôa Hora do Districto de Campo Grande às 16 horas sua mulher Dª. Maria Melanea de Britto deu a luz a uma criança do sexo Feminino que tomou o nome de Esther, que não tem nem existe outra de igual nome, que são avos paternos da criança Felinto da Silva Sampaio e Izabel Cândida de Britto, que são avos maternos Francisco de Assis Britto e Melanea de Sampaio Britto, que ele declarante é natural do Termo de Campão Grande, e que sua mulher é natural do mesmo Termo, que casaram-se em Campo Grande. Do que faço este termo que vai assignado pelo declarante e testemunhas. Eu Antonio Aleixo Carvalho, Official do registro Civil o escrevo e assigno.” Liv. N.º 1 de nascimento, assento de nº. 09, fl. 5, do Cartório do 1.º Oficio. Carnaubal – Ce.




Esther de Assis Britto casou-se no dia



Dessa união conjugal tiveram os seguintes filhos


1.1.1.5 Eurico de Assis Britto nascido aos sete dias do mês de agosto de 1917, no Lugar Bôa Hora. Conforme se lê na citação que se segue:

“Aos 10 dias do mês de dezembro de mil novecentos e vinte nove nesta povoação de Carnaubal do Termo e Comarca de São Benedicto da Ibiapaba Estado do Ceará em meu cartório compareceu Horácio Fontenelle de Sampaio e perante as testemunhas abaixo assignadas declarou que no dia 7 de agosto de 1917 no lugar Bôa Hora do Districto de Campo Grande às 18 horas sua mulher Dª. Maria Melanea de Britto deu a luz a uma criança do sexo masculino que tomou o nome de Eurico, que não tem nem existe outra de igual nome, que são avos paternos da criança Felinto da Silva Sampaio e Izabel Cândida de Britto, que são avos maternos Francisco de Assis Britto e Melanea de Sampaio Britto, que ele declarante é natural do Termo de Campão Grande, e que sua mulher é natural do mesmo Termo, que casaram-se em Campo Grande. Do que faço este termo que vai assignado pelo declarante e testemunhas. Eu Antonio Aleixo Carvalho, Official do registro Civil o escrevo e assigno.” Liv. N.º 1 de nascimento, assento de nº. 10, fl. 5 verso, do Cartório do 1.º Oficio. Carnaubal – Ce.




1.1.1.6 Sebastião Horacio de Britto nascido aos vinte dias de Janeiro de 1927, no Lugar Bôa Hora. Conforme se lê na citação que se segue:


“Aos 10 dias do mês de dezembro de mil novecentos e vinte nove nesta povoação de Carnaubal do Termo e Comarca de São Benedicto da Ibiapaba Estado do Ceará em meu cartório compareceu Horácio Fontenelle de Sampaio e perante as testemunhas abaixo assignadas declarou que no dia 20 de junho de 1927 no lugar Bôa Hora do Districto de Campo Grande às 19 horas sua mulher Dª. Maria Melanea de Britto deu a luz a uma criança do sexo masculino que tomou o nome de Sebastião, que não tem nem existe outra de igual nome, que são avos paternos da criança Felinto da Silva Sampaio e Izabel Cândida de Britto, que são avos maternos Francisco de Assis Britto e Melanea de Sampaio Britto, que ele declarante é natural do Termo de Campão Grande, e que sua mulher é natural do mesmo Termo, que casaram-se em Campo Grande. Do que faço este termo que vai assignado pelo declarante e testemunhas. Eu Antonio Aleixo Carvalho, Official do registro Civil o escrevo e assigno.” Liv. N.º 1 de nascimento, assento de nº. 11, fl. 6 verso, do Cartório do 1.º Oficio. Carnaubal – Ce.


Sebastião Horacio de Britto casou-se no dia



1.1.1.7 Creuza de Assis Britto nascida aos vinte e quatro dias do mês de junho de 1929. Conforme se lê na citação que se segue:
“Aos 10 dias do mês de dezembro de mil novecentos e vinte nove nesta povoação de Carnaubal do Termo e Comarca de São Benedicto da Ibiapaba Estado do Ceará em meu cartório compareceu Horácio Fontenelle de Sampaio e perante as testemunhas abaixo assignadas declarou que no dia 24 de junho de 1929 no lugar Bôa Hora do Districto de Campo Grande às 20 horas sua mulher Dª. Maria Melanea de Britto deu a luz a uma criança do sexo feminino que tomou o nome de Creuza, que não tem nem existe outra de igual nome, que são avos paternos da criança Felinto da Silva Sampaio e Izabel Cândida de Britto, que são avos maternos Francisco de Assis Britto e Melanea de Sampaio Britto, que ele declarante é natural do Termo de Campão Grande, e que sua mulher é natural do mesmo Termo, que casaram-se em Campo Grande. Do que faço este termo que vai assignado pelo declarante e testemunhas. Eu Antonio Aleixo Carvalho, Official do registro Civil o escrevo e assigno.” Liv. N.º 1 de nascimento, assento de nº. 12, fl. 6 verso, do Cartório do 1.º Oficio. Carnaubal – Ce.



Creuza de Assis Britto casou-se no dia 09 de Outubro de 1944, com Nestor Chaves Marques, ele nasceu no dia de de filho de Candido Chaves Feitoza e Maria Chaves Marques. Conforme registro a seguir:
“Aos Nove dias do mês Outubro de Mil Novecentos e Quarenta e Quatro pelas nove horas em casa de residência do Cidadão Nestor Chaves Marques nesta vila de Carnaubal termo de São Benedito do Estado do Ceará, perante o juiz de casamento o cidadão Raimundo Pinto de Melo, comigo escrivão abaixo nomeado. Receberam-se em matrimonio no regime de comunhão de bens, como esposo Nestor Chaves Marques, solteiro, brasileiro, agricultor residente nesta vila onde nasceu a 19 de Janeiro de 1921, filho legitimo de Candido Chaves Feitoza, já falecido, e de Maria Chaves Marques, já falecida, como esposa Cleuza de Assis Britto, solteira, brasileira de pro-


fissão domestica, domiciliada no sitio Boa Hora deste districto onde nasceu a24 de Junho de 1928, filha legitima de Horacio Fontenelle de Sampaio de 56 anos agricultor domiciliado no supradito sitio Boa Hora e de Maria Melanea de Britto de 45 anos, de profissão domestica. Os proclames foram publicados em data de 28 de agosto de 1944 durante prazo da lei. Os nubentes habilitaram-se na forma da lei apresentando os seguintes documentos; certidão do registro civil de ambos...”


Dessa união conjugal tiveram os seguintes filhos

1.1.1.7.1 Antonio Francisco Chaves: nasceu em 25 de Janeiro de 1948, e faleceu após 27 dias de vida em 20 de fevereiro de 1949, conforme registro de assento de óbito de nº. 388. p. encontrado no livro de Óbitos de Nº. 3, do Cartório de Carnaubal.






Felinto da Silva Sampaio faleceu no sitio São Vicente, termo de Campo Grande, no dia 22 de Setembro de 1938 com 88 anos de idade, conforme o registro de óbito de nº. 124. fl. 49, do livro C-1 de óbitos do antigo Povoado de Carnaubal. Conforme o registro a seguir:

“Aos quatro de Outubro de 1938 nesta Vila de Carnaubal do Termo de São Benedito da Ibiapaba, do Estado do Ceará no meu cartório compareceu Horacio Fontenele de Sampaio, perante as testemunhas abaixo assinados declarou que vinha registrar o óbito de Felinto da Silva Sampaio de oitenta anos (88) de idade, falecido à 22 de Setembro, sendo que o falecimento se deu no sitio São Vicente do termo de Campo Grande e que o falecido era filho legitimo de Antonio da Silva Sampaio e Francisca Alexandrina Fontenelle que era natural do termo de Campo Grande, para constar lavrei este termo que assigna o declarante e as testemunhas. Eu João Rodrigues Pinto. Official do registro Civil o escrevo e assigno.”


Tendo sido sepultado na antiga Igreja capela de Nossa Senhora Auxiliadora, atual santuário de São Francisco, da atual cidade de Carnaubal, que na época pertencia à freguesia de São Benedito da Ibiapaba conforme o registro a seguir encontrado em uma lápida dentro da mesma Igreja:

Izabel Cândida de Britto faleceu as 14 horas no sitio São Vicente deste termo, no dia 4 de abril de 1942 com 90 anos de idade, conforme Livro n.º 02 de Óbito. Assento n.º 164. Fls. 10 verso. do Cartório do 1º Oficio – Carnaubal- Ce. Conforme o registro a seguir:

“Óbito de n.º 164
Aos 17 de dias do mês de Julho de 1942 nesta Vila de Carnaubal do Termo de São Benedito, do Estado do Ceará no meu cartório compareceu Miguel Horacio de Brito, declarou perante as testemunhas abaixo assinados que no dia 4 de Abril de 1942 às 14 horas no sitio São Vicente deste districto avia falecido Izabel Cândida de Brito, viúva de Felinto da Silva Sampaio. A falecida tinha 90 anos; era filha legitima de Manoel Estógio de Britto e Francisca Maria de Sampaio... declarou que a falecida era brasileira natural deste termo, para constar lavrei este termo que assigna o declarante e as testemunhas. Eu João Rodrigues Pinto. Official do registro Civil o escrevo e assigno.” .” Livro n.º 02 de Óbito. Assento n.º 164. Fls. 10 verso. do Cartório do 1º Oficio – Carnaubal- Ce.

Tendo sido sepultado no Cemitério local de Carnaubal.


Foto de Fellinto da Silva Sampaio e Dona Izabel Candida de Britto

sábado, 13 de setembro de 2008

As primeiras Famílias do lugar Cachoeira - Carnaubal - Ce


Brasão da Família Leitão


A Família de Joaquim José Leitão e Thereza Maria de Jesus

Filhos do casal José Leitão e de sua Mulher Thereza Maria de Jesus, conforme listas dos herdeiros no inventario dos mesmos.


1 1 Benedito José Leitão, casado com Iria Martins da Luz filha legítima de Simão Correia do Valle e de Maria Tereza de Jesus, na época da leitura do inventário de seus pais já era falecido,(1891). Como seus legítimos herdeiros são citados os seus 3 filhos. Conforme se lê no inventario de seus pais:
1.1 João Justino da Silva casou-se com
1.2 Manoel Rodrigues da Silva casou-se com
1.3 Mariana Maria da Conceição casou-se com Manoel Ignácio de Carvalho.

2 José Joaquim Leitão, na época do inventário de seus pais (1891) constava ter 51 anos de idade.
3 Francisco Martins Leitão, na época do inventário de seus pais (1891) constava ter 49 anos de idade.
4 Francisca Maria das Chagas, na época do inventário de seus pais (1891) constava ser viúva.
5 Maria Simplicio da Silva, casada com Bartholomeu Correia da Silva.
6 Ritta Thereza da Gloria, solteira de 62 anos.
7 Francilina Alta de Oliveira, casada com João Correia da Silva (poeta e músico do romance da onça e do carneiro) na época da leitura do inventário de seus pais já era falecida,(1891). Como seus legítimos herdeiros são citados os seus 12 filhos. Conforme se lê no inventario de seus pais:
7.1 Francisco Correia da Silva, casado ...
7.2 Nicolau Salustino da Silva, solteiro, de 32 anos de idade na época do inventário de seus avos maternos.
7.3 Antonio Livino da Silva, solteiro, com 22 anos de idade.
7.4 José Julio da Silva, solteiro de 22 anos de idade.
7.5 Vicente Candido da Silva, solteiro, com 20 anos de idade.
7.6 João correia da Silva, com 15 anos de idade.
7.7 Durçulina Correia da Silva, solteira 38 anos de idade.
7.8 Filomena Cândida da Silva, casada com João Carlos de Medeiros.
7.9 Joanna orreia da Silva casada com Ciriaco Rodrigues da Silva.
7.10 Grata Maria da Conceição casada com Antonio Mendes da Silva.
7.11 Maria Altina da Silva casada com Vicente Alexandre Nunes.
7.12 Maria José, solteira de 19 anos de idade.

8 Thereza Sabino do Espírito Santo, casada com Manoel Alves Nunes.
9 Joanna Francisca da Costa, casada com Antonio Gonçalves Pereira.
10 Salustina Bernadina de Maria, casada com Luis Alves Feitoza.
11 Antonia Gonçalves, casada com Gonçalo Joaquim Ribeiro, falecida, deixado 6 filhos. Conforme se lê no inventario de seus pais:
11.1 Joaquim José Leitão casou-se com Guilhermina Maria de Sampaio (neta de João da Silva Sampaio).
11.2 Sebastião Ribeiro Araújo, solteiro, com 17 anos, na época do inventario de seus avós maternos, depois casou-se com Mudesta Maria do Espírito Santo (neta de João da Silva Sampaio).
11.3 José Ribeiro, solteiro de 15 anos de idade.
11.4 Oracio Ribeiro, solteiro de 13 anos de idade.
11.5 Maria Ribeiro, viúva.
11.6 Thereza Celerinda Ribeiro viúva.

domingo, 7 de setembro de 2008

Genealogia da Família Sampaio de Carnaubal






1 – Origens da Família Sampaio
Histórico da família Sampayo, São Paio, São Payo ou ainda Sampaio como é escrito na grafia mais moderna.

Nome de raízes tipicamente toponímicas, por ter sido tirado do da honra desta designação, na verdade esse sobrenome é de origem geográfica. De São e Paio, nome de homem, forma popular de pelagio em Trás-os-Montes, e que foi adotado por apelido pelos seus senhores. Sampaio –. Foi nome de um santo falecido no século terceiro predileto dos antigos portugueses, como o prova a grande representação que tem na tonímia local(S.paio, Sampaio) pelagio de pelayo [documentado em 1088], Palayo.

Conforme o transmotano e algarvio palzio, e Parye [Antenor nascente, II, 230,271] Procede essa família de Vasco Pires Sampaio, que passou a Portugal por ter matado em desafio um fidalgo espanhol, fazendo assento no lugar Honra de Sam Paio, junto a Vilaflor, comarca da Torre de Moncorvo, donde tomou o sobrenome. Serviu nas guerras a D. Fernando I e D. João I, reis de Portugal, de 1367 a 1433, que lhe deram as vilas de Vilaflor, já citadas, Chacim, Mós, Anciães, Vilarinhos, etc., embora ele fosse quase por certo descendente da linhagem dos «de Chacim». Era filho de D. Pedro Álvares Osorios, conde de Trastamara, primeiro marquês de Astorgas, senhor da Casa de Vilalobos, etc. (Anuário Genealógico Latino, I 85).

Em termos documentais, não se torna possível fazer remontar esta família a épocas anteriores ao reinado de D. João I e ao seu proprietário e vassalo Vasco Pires de São Payo, , etc. Esse sobrenome (apelido) São Payo. Subsiste nos dias de hoje, por diversos membros desta família, com o uso de várias grafias para este apelido: Sampaio e Sampayo, São Paio e São Payo. Por uma questão de uniformização de critérios, também aqui se adotou agrupar todos sob a grafia moderna, ou seja, Sampaio. Fonte: NFP- Nobiliário das Famílias de Portugal Felgueiras Gayo Carvalhos de Basto, 2ª Edição Braga, 1989 vol. IX, pg. 261 DFP - Dicionário das Famílias Portuguesas D. Luiz de Lancastre e Távora Quetzal Editores, 2ª Edição Lisboa pg. 316

Resumo – sobrenome português, classificado como sendo um toponímico, pois o nome derivou de uma localidade. Os Sampaios procedem de Vasco Pires de Sampaio, filho de Pedro Álvares Osório, senhor da Casa de Vila-lobos, Conde de Trastamara e primeiro Marquês de Astorga, em Galiza. Tomou o nome da Honra de Sampaio, localidade junto a Vila-flor. Tal local tinha este nome em homenagem a Sampaio, o nome vem de Sanctus Pelagius (Santo Pelagius) que depois se transformou em Sam Peaio e posteriormente em Sampaio, Pelagius era um antigo nome em latim que significava "marinho".

2 – Heráldica da Famílias Sampaio

Heráldica: I
I – um escudo esquartelado nos primeiros e quarto quartéis, em campo de ouro, uma águia de púrpura lampassada de vermelho; e nos segundo e terceiro quartéis emaquetado de ouro e preto, de dez peças. Timbre a águia do escudo carregada no peito de 4 pontos equipolados de Ouro.
II – modernos: um escudo esquartelado: nos primeiro e quartos quartéis, em campo de ouro, uma águia de púrpura lampassada de vermelho; e nos segundoe terceiro quartéis, enxaquetado de ouro e preto, de dez peças; bordadura de vermelho, carregada de 8 fuzis de cadeias, abertos, de prata (em forma de S). Timbre: a águia do escudo carregada no peito de 4 pontos equipolados de ouro (Armando de Mottos – Brasonário de Portugal, II, 115). Século XVI:

Heráldica: II
I – Baltazar de Sampaio, Cavaleiro, morador em Cintra. Brasão de Armas, datado de 08.03.1541. Registrado na Chancelaria do Rei D. João III, Livro XXXIV, fl 20; um escudo em campo esquartelado: o primeiro e quarto quartéis em campo de ouro, uma águia de púrpura estendida; e o segundo e o terceiro quartéis enxaquetado de ouro e preto, e uma bordadura de vermelho cheia de – ss – de prata. Elmo: de prata abreto, guarnecido de ouro. Paquífe de ouro e de púrpura. Timbre: a águia enxaquetada no copo de ouro. Diferença uma flor-de-lis de ouro, na bordadura e dois terços de filete preto em contrabanda. Filho de Afonso Fernandes de Sampaio, e neto de Rui de Sampaio (Sanchas Baena, Archivo Heráldico, 1. 100)

II – Rui Dias de Sampaio – Brasão de Armas datado de 18.02.1560: um escudo esquartelado – o 1.º e 4.º, em campo de ouro, uma águia vermelha armada de negro; e o 2.º e 3.º, xadrezado de ouro e azul, de 4 peças em faixa e de 4 pala, com orla vermelha carregada de 8 ss (ésses) de prata. Diferença um cardo vermelho florejado de azul.

Esquartelado: o primeiro e o quarto de ouro, com uma águia estendida de púrpura, lampassada de vermelho; o segundo e o terceiro xadrezado de ouro e negro, de sete peças em faixa e oito em pala; bordadura de vermelho, carregada de oito fuzis de cadeia, abertos, de prata (em forma de S).
Timbre: a águia do escudo, com um fuzil também do escudo no peito.


Variante em Santos Ferreira, nas peças do xadrezado do 2º e 3º do esquartelado e no timbre:





Esquartelado: 1. de ouro, com uma águia estendida de púrpura, lampassada de vermelho; 2. xadrezado de oiro e de negro de quatro peças em faixa e quatro em pala, e assim os contrários; bordadura de vermelho, carregada de oito fuzis de cadeia, abertos, de prata (em forma de S).

Timbre: a águia do escudo, xadrezada de oiro no peito.
heráldica não disponível

Esquartelado: o primeiro e o quarto de ouro, com uma águia estendida de vermelho, armada de negro; o segundo e o terceiro xadrezado de ouro e azul, de quatro peças em faixa e quatro em pala; bordadura de vermelho, carregada de oito fuzis de cadeia, abertos, de prata (em forma de S).


Timbre: a águia do escudo, com um fuzil também do escudo no peito

Brasão antigo Esquartelado: o primeiro e o quarto de ouro, com uma águia estendida de púrpura, lampassada de vermelho; o segundo e o terceiro xadrezado de ouro e negro, de quatro peças em faixa e quatro em pala. Timbre: a águia do escudo, xadrezada de ouro no peito.


NOTA: estas armas apenas são referidas por Santos Ferreira.




Ascendência de João da Silva Sampaio



Segundo Barão de Studart João da Silva Sampaio fora filho do Mestre de Campo Manoel da Silva Sampaio e seus irmão foram:

Antonio da Silva Sampaio, que casou em Piripiri, Piauí, na família Castello Branco;
Dª. Silveria Sampaio, implicada na morte do Pe. Valcacer;
Dª. Joanna Francisca, que casou com o Cel. Diego Gomes Parente e foi sogra do Cel. Joaquim Lourenço da França;
Dª. Joanna, que foi sogra do Cel., Bastos, de S. Francisco de Uruburetama.

Descendência de João da Silva Sampaio
A Família de João da Silva Sampaio
com Barbara Maria de Jesus



Segundo o seu inventario João da silva Sampaio não casou, mas tivera dozes filhos frutos de uma união ilegítima Com Barbara Maria de Jesus, e seus filhos foram:

1 Francisca Maria de Jesus que foi casada com Manoel Estorgio de Brito,

2 João Ignacio de Sampaio, casado

3 João da Silva Sampaio, na época da leitura do inventario de seu pai, era solteiro com idade 23 anos vindo a casar-se no dia 8/01/1840 na Matriz de Nossa Senhora D’assunpção de Villa de Viçosa, atual cidade de Viçosa do Ceará com a jovem Rosa Carlota Fontenele filha do Capitão João Damasceno Fontenele,

4 Antonio da Silva Sampaio na época da leitura do inventario de seu pai, era solteiro com idade 19 anos vindo a casar-se no dia 30/07/1847 também na Matriz de Nossa Senhora D’Assumpção de Villa de Viçosa, com a jovem Francisca Alexandrina Fontenele também filha do Capitão João Damasceno Fontenele,

5 Francisco da Silva Sampaio na época da leitura do inventário de seu pai constava esta com a idade de 14 anos de idade;

6 Manoel da Silva Sampaio na época da leitura do inventário de seu pai constava esta com a idade de 12 anos de idade, casou-se Francisca Escorcio de Monte.

7 Norberto da Silva Sampaio na época da leitura do inventario de seu pai, era solteiro com idade 12 anos vindo a casar-se no dia 4/02/1851 na Matriz de Piracuruca Piauí também com uma filha do Capitão João Damasceno Fontenele, a jovem Lunduvica Ignes Fontenele.

8 Vicente da Silva Sampaio na época da leitura do inventário de seu pai constava esta com a idade de 11 anos de idade;

9 Joana Maria Sampaio na época da leitura do inventário de seu pai constava esta com a idade de 22 anos de idade e solteira;

10 Maria Francisca da Anunciação na época da leitura do inventario de seu pai, era solteiro com idade 13 anos vindo a casar-se no dia 9/01/1847 no lugar Carnaubal termo da capella de São Benedicto e districto da freguesia de Nossa senhora da Assumpção da Villa de Viçosa com Benedicto Augusto da Silveira filho de José Joaquim da Silveira e Anna (?) do Esphírito Sanctus Ferreira de Veras natural da freguesia da cidade de Caxias do Bispado do Maranhão.

11 Francelina Maria de Sampaio na época da leitura do inventário de seu pai constava esta com a idade de 9 anos de idade, casou-se com Benedito José do Nascimento.

12 Antonia da Silva Sampaio na época da leitura do inventário de seu pai constava esta com a idade de 8 anos de idade;










Histórico da família Fontanailles: ou Fontenelles ou ainda Fontenele como é escrito na grafia mais moderna






Fonte do brasão: http://www.geocities.com.br/Ibenzi/ (texto)



Família francesa estabelecida no Ceará, procedente de Jean Pierre Fontanailles (Francês 1743), morador sitio Pintiga, termo de Vila Viçosa Real. Sabe-s sobre este que quando ainda morando na França foi militar galgando o posto de tenente. Abandona tudo vai para Portugal, lá ingressa numa escola de Engenharia de Minas, formasse em engenheiro de Minas. Em 15 de outubro de 1742, através de Carta Régia, uma Comissão de Engenheiros de Minas, é destinada para o Ceará, entre eles está o engenheiro de minas Jean Fontanailles. Sobre seu nascimento a data é imprecisa.

Jean Fontanailles foi engenheiro de minas e militar. Sobre sua figura ilustre consta um registro de patente de Capitão da Companhia de Ordenança a Cavalo estabelecida no Districto de Vila Viçosa Real. Conforme se lê na citação que se segue:


“João Batista de Azevedo Montaury, Tem. Cel. De Infantaria na primeira plana da corte e Capitão-Mor, Governador das Armas da Capitania do Ceará Grande e sua fortaleza de Nossa Senhora da Assunpção por sua Majestade Fidelíssima que Deus guarde. Faço saber aos que esta minha carta patente virem de representação havendo consideração a João Fontenele haver servido a sua majestade em praça, Soldado, Tenente e na de Capitão que atualmente exercendo em uma das Companhias de Ordenanças a cavalo estabelecida no Distrito de Vila Viçosa Real e que tudo mesmo tem por patente de meu antecessor de 10 de Julho de 1767. por me constar outroassim que no exercício do mesmo Posto tem satisfeito suas obrigações executando prontamente as ordem de que tem feito encarregado pelos seus Superiores que é sujeito de honra de procedimento, Capacidade, bem estabelecido em bens, honra e crédito, tratando-se com asseio e luzimento pessoal com as circunstancias de ser geralmente benquisto com todas as mais necessárias para continuar no exercício do referido posto se esperar dele daqui em diante se haverá da mesma forma o muito como deve a boa confiança que da sua pessoa faço. Usando da faculdade que sua Majestade me permita por várias Ordens Régias na conformidade da prática estabelecida nesta Capitania sempre praticada pelos meus antecessores em virtude dos mesmos reais de referendarem todas as Patentes passadas pelos seus antecessores como constantemente tenho achado heipor bem referendar como pela presente referida patente com que o dito João Fontenele se acha exercendo no posto de Capitão de uma das Companhias de Ordenanças a Cavalo estabelecida no Districto de Vila Viçosa Real das quais o Comandante Sargento-Mor Inácio de Amorim Barros, director da mesma Villa em cujo Posto não cessará soldo mas gozará de todas as honras graças privilégios que em razão dela lhe pertencerem. Pelo que ordeno ao referido Sargento-Mor Comandante, que por tal reconheça, honra e estime, deixe de servir, executar debaixo do mesmo juramento e posse em que se acha e os mais oficiais e soldados seus subordinados que obedeçam as suas ordens concernentes ao real serviço por escrito e de palavra como devem e são obrigados. Em firmeza do que lhe mandei passar a presente Carta patente por mim assinada e passada com o sinete das minhas armas que se registrará na secretaria deste governo e câmara respectiva. Dada nesta vila de Fortaleza de Nossa Senhora da Assupção do Ceará Grande, 19 de fevereiro de 1784. Eu José Farias que sirvo de secretario desta Capitania e escrevo João Batista de Azevedo Coutinho Montaury.”

A chegada de Jean Fontanailles para o Ceará tem-se noticias que ocorreu em 9 de Abril de 1743 quando este chegou no Arraial de Ubajara integrando uma equipe composta de cinco engenheiros de minas com a finalidade de explorar o potencial aurífero das terras da Ibiapaba e Serra dos Cocos como consta numa cópia da “Devassa” documento arquivado na biblioteca da Universidade do Vale do Acaraú- UVA. A partir da leitura desse documento pode-se dizer que a o projeto migratorio de Jean fontanailles para o Brasil remonta a noticia em Portugal da existência de uma antiga minas de prata na Será da Ibiapaba mencionada por Matias Beck da existência desta a qual segundo os historiógrafos foi o motivo da permanência dos franceses na dita serra no final do século XVI e inicio do século XVII. Tal exploração dessas jazidas de pratas existentes nas serras da Ibiapaba e dos Cocos só foi mesmo realizada no final da segunda metade do século XVIII.

sábado, 6 de setembro de 2008

Ascendência e localização geográfica de onde procede a origem dos Fonteneles de Carnaubal

O Cap. Jean Fontanailles foi filho de Jean Pierre Fontanailles e Suzana Molinier todos naturais da cidade de Melun França. Conforme se lê na citação que se segue:

“Aos vinte e oito de setembro de mil setecentos e oitenta e um nesta matriz de Nossa senhora da Assupção de Villa Viçosa Real bautizei; e pus os sanctos óleos a jacinta nascida de quinze dias filha legitima do Capmo João Fontenelles e Umbelina Maria de Jesus nepta paterna de Joan Pierre Fontenelles e Zusana Molinier, materno de Manoel Gonçalves de Brito e Roza Maria de Jesus os paternos naturais de melun, os maternos da Ilha da Madeira, e ela de Jacobina. Foram padrinhos o Sargento Mor Luiz de Amorim Barros e sua mulher Antonia Maria da Conceição todos moradores nesta Vila e para constar fiz este assento. O vigário José Sancho Lelou, coadjuntor ” livro 2- Fl. 103, da Freguesia de Vila Real de Viçosa.
Melun é uma cidade Francesa fundada por volta de 53 a.C foi destruída muitas vezes e tornou-se residência real sob os primeiros reis Capetos. Carlos, o mau, apoderou-se da cidade entre 1358-1359. Os ingleses aí se introduziram em 1420 e foram expulsos em 1430. Em 1450 Henrique IV a salvou das mãos dos seguidores da liga. Atualmente ela faz parte da regiões metropolitana francesa chamada de Île de France (Paris) e sua localização está a uma distancia de 50km da cidade de Paris. Conforme se vê no mapa abaixo:
França e suas Regiões metropolitanas abaixo destacado a região metropolitana de Île de France (Paris).


Île de France (Paris) – Em torno de Paris, a Île-de-France é uma região cheia de efervescência, de lazer e de contato com a natureza.
Na Ile-de-France, natureza e cultura compõem a visita. Com nove cidades reais, diversas vias navegáveis, mais de 400 parques e jardins, aldeias medievais ou abadias cistercienses, a Île -de-France é uma terra com patrimônio único e fascinante: Versalhes, Fontainebleau, Provins ou ainda as margens do Rio Oise são brilhantes exemplos disso. Fonte:http://br.franceguide.com/Destinos/Franca/Regions/Ile-de-France/home.html?NodeID=159

A descendência de Jean Fontanailles

Jean Fontanailles casou-se com Umbelina Maria de Jesus, no ano de 1766, esta filha do português Manoel Gonçalves de Brito e Roza Maria de Jesus. Dessa união conjugal tiveram 10 filhos: Felipe Benício Fontenele; Rosa Maria Fontenele; Guilherme José Fontenele; Agapita Fontenele; Paulo Fontenele; João Damasceno Fontenele; Plácido Fontenele; Lunduvica Fontenele; Jacinta Maria Fontenele e Amaro Fontenele.

Entre esses dez filhos de Jean Fontanailles destacamos o sexto. O Major João Damasceno Fontanailles ou Fontenelles.

João Damasceno Fontenelles, nasceu 1788 em Viçosa, casou-se com Francisca dos Santos Reis em 25 de março de 1808 em Vila Real de Viçosa conforme se lê na citação que se segue:

“Aos vinte e cinco dias do mês de Março de mil oitocentos e oito nesta Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assumpsão ...etc...presente as testemunhas Capitão Paulo Fontenele, solteiro e o Tenente Ignácio João Barcelos, casado moradores na Villa..se receberão por palavras de presente em face da Igreja João Damasceno Fontenele filho legitimo de João Fontenele e Humbilina Maria de Jesus com Francisca dos Santos Reis filha legitima de Antonio Vaz dos santos e Clara Maria Rodrigues logo lhes dei as benções... ” Livro 3 de casamentos da Freguesia de Vila Real de Viçosa fl. 60 – arquivo do Bispado de Tianguá-Ce

João Damasceno Fontenele faleceu em Piracuruca em 5 de Junho de 1874, com 96 anos de idade, foi sepultado no cemitério da confraria de Nossa Senhora do Carmo, conforma registro a seguir:

“Aos cinco de junho de mil oitocentos e setenta e quatro nesta Villa e Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Piracuruca faleceu da vida presente, o Major João Damasceno Fontenelle, branco, viúvo de Dona Francisca dos Santos Reis filho legitimo de João Fontenele e de Dona Umbelina de tal, com idade de oitenta e seis anos e oito meses. Foi seu corpo envolto em habito de pano preto tomou todos os sacramentos da Igreja antes de sua morte e foi seu corpo depois de assistir a missa de corpo presente pelo padre Costabile Belti sepultado no cemitério da Confraria de Nossa Senhora do Carmo... O vigário Maximo Martins Ferreira” (Liv. 4- fl. 109)


Obs. Dona Francisca dos Santos Reis faleceu de moléstia crônica e incógnita, em 10 de novembro de 1861, e foi sepultada no cemitério da Confraria do Carmo, em Piracuruca. Conforme se lê no livro 3. folha 168. Paróquia de Piracuruca – Pi.

O estabelecimento dos Fonteneles em solo carnaubalense

O estabelecimento da família Fontanailles no território carnaubalense remonta a união conjugal de três filhas do Major João Damasceno com três filhos de João da Silva Sampaio.

João da Silva Sampaio com Carlota Roza Fontenelles
Antonio da Silva Sampaio com Francisca Alexandrina Fontenelles.
Norberto da Silva Sampaio com Luduvica Ignes Fontenelles.



João da Silva Sampaio casou-se com Carlota Roza Fontenelles aos oito de janeiro de mil oito centos e quarenta nesta Matriz de Nossa Senhora D’assunpção de Villa de Viçosa. Conforme se lê na citação que se segue:

“Aos oito de janeiro de mil oito centos e quarenta nesta Matriz de Nossa Senhora D’assunpção de Villa de Viçosa pelas oito oras da manhã depois de feitas as denunciações canônicas e diligencias de estillos em presença do vigário interino Maximiniano José Valcaem se receberão em matrimonio João da Silva Sampaio filho de João da Silva Sampaio já falecido e de Bárbara Maria de Jesus com Carlota Roza Fontenelles filha legitima de João Damasceno Fontenelles e Francisca dos Santos Reis os nubentes naturais e moradores nesta freguesia; e logo receberão as benções núpcias, sendo testemunhas Amaro José Fontenelles e José Ignácio de Sampaio todos desta freguesia, e por falecimento do dito vigário fiz este assento e assigno o vigário interino João Crissostomo de Oliveira Freire” (segunda via do livro de casamento de nº. 08 Fl. 98 da antiga freguesia de Nossa senhora da Assumpção da Vila de Viçosa encontrado no arquivo da cúria da Diocese



Antonio da Silva Sampaio casou-se com Francisca Alexandrina Fontenelles aos trinta de julho de mil oito centos e quarenta e sete nesta Matriz de Nossa Senhora D’Assumpção de Villa de Viçosa.

“Aos trinta de julho de mil oito centos e quarenta e sete nesta Matriz de Nossa Senhora D’Assumpção de Villa de Viçosa de pois de corrido os banhos sem impedimento algum .... em minha presença receberão em matrimonio por palavras de presentes Antonio da Silveira Sampaio filho natural de João da Silva Sampaio já falecido e de Bárbara Maria de Jesus com Francisca Alexandrina Fontenelles filha legitima de João Damasceno Fontenelles e de Francisca dos Santos Reis os nubentes são naturais e moradores nesta freguesia foram testemunhas João da Silva Sampaio Francisco dias Fontenelles e logo lhes dei as benções núpcias pelo Ritual Romano para consta... o Vigário José Bevilaguá ” (segunda via do livro de casamento de nº. 08 Fl. 98 da antiga freguesia de Nossa senhora da Assumpção da Vila de Viçosa encontrado no arquivo da cúria da Diocese

Norberto da Silva Sampaio casou-se com Luduvica Ignes Fontenelles aos quatro de fevereiro de mil e oitocentos e cinqüenta e um na Matriz de Piracuruca Piauí, ele Natural da Freguesia do Ipu. Foram testemunhas desse casamento o Capitão João Martiniano Fontanailles (seu irmão) e Domingos de Britto Passos.

Luduvica faleceu de parto, em Piracuruca, no dia 9 de maio de 1877. O registro de Óbito (liv. 4 – fl. 140) diz que contava ela, na época, 44 anos de idade.

http://br.franceguide.com/Destinos/Franca/Regions/Ile-de-France/home.html?NodeID=159